1993
Acção
1 Player
Texto: Alberto
Revisão: Lena
No momento em que um filme baseado no primeiro jogo que saiu para as consolas da Sony (Prince of Persia the Sands of Time) é lançado nos cinemas arrasta consigo o surgimento de um novo jogo: Prince of Persia the Forgotten Sands. Que melhor altura para fazer a review do jogo que tudo começou? Na altura o ainda simplesmente chamado: Prince of Persia. Um jogo criado por Jordan Mechner e que viu agora o seu sonho, de ver o jogo no grande ecrã, realizado!
A história é simples: o Sultão da Pérsia teve de se ausentar para participar numa guerra. Na sua ausência, Jaffar conseguiu um plano para chegar ao poder, forçando a filha do Sultão a casar com ele! Mas pelo meio a princesa apaixonou-se pelo nosso intrépido personagem, que tendo sido preso nas catacumbas pelos lacaios de Jaffar, terá de se empenhar para impedir o avanço deste plano maléfico!
Jaffar concede uma hora à princesa para esta se decidir a casar com ele (ou então a morte). E é realmente de uma hora que dispomos para transpor os 12 níveis que nos afastam de Jaffar!!
A versão de Mega CD foi produzida no Japão, e a história é-nos apresentada em várias animações, mas de uma péssima qualidade! Com desenhos horríveis e voz dos actores de fazer rir de tão má que é! Mas o que conta em Prince of Persia é a jogabilidade, e essa está toda lá!! Como já referi, o jogo é composto por 12 níveis, que funcionam num misto de plataformas, com puzzles aliados a alguns combates. Nota-se claramente que o jogo transpira novidade e magia, para a época em que saiu, com vários conceitos inovadores, como o jogo ter um tempo limite, o facto de iniciarmos o jogo desarmados ou nos colocar mais que um caminho/solução à nossa disposição!
O início do jogo é confuso e com muitas mortes anunciadas, até nos conseguirmos adaptar ao gameplay! O nosso personagem corre por defeito, precisa de tempo/espaço para parar, isto num jogo cheio de armadilhas e quedas fatais! Mas depois de esse passo conquistado e dominado, entramos num jogo fabuloso! Extremamente difícil, mas não o suficiente para nos afastar. É um jogo que nos prende e desafia a cada passo! O nosso personagem pode dar passos cautelosos, saltos enormes e segurar-se nas plataformas, para evitar quedas ou chegar a plataformas superiores.
O design do jogo foi trabalhado, e na versão Mega CD os indicadores de vida deixam de ser triângulos sem sentido, para poções. Poções que no jogo foram também trabalhadas para se identificarem mais facilmente as diferenças, bem como a identificação com a nossa barra de energia. Curiosamente em termos gráficos a versão Mega CD é extremamente pobre a comparar com outras! Não que seja errado, visto que realmente numas catacumbas as pedras são cinza e não terão vários adereços que teríamos numa casa. A música foi trabalhada para ser mais "persa" em comparação com outros sistemas, e resulta bem, apesar de irritar um pouco por ser demasiado repetitiva!
Os 60 minutos, mais a jogabilidade aproximada ao real mais a dificuldade resultam numa combinação explosiva. Que até, anos antes de Kojima, já integrou no jogo elementos "exteriores" tais como os de Psycho Mantis ou a necessidade de verificar a caixa para a frequência correcta! O jogo oferece ainda opções de velocidade e guarda os melhores tempos, um bónus atractivo!
Prince of Persia envelheceu muito bem, mas não deixa de ter as suas falhas: a jogabilidade extremamente difícil, nem sempre sendo reactiva aos comandos do jogador, a música repetitiva e cansativa e os combates aleatórios que por vezes nos fazem ter de repetir um nível várias vezes. A versão de Mega CD sofre ainda de um bug que denominei "árvore de natal", pois alguns pixeis volta e meia desatam a piscar (não influenciando o jogo) dando um efeito caricato.
A versão Mega CD tem uma luta adicional com Jaffar no fim do jogo e digo-vos que vale a pena derrota-lo pela fantástica imagem que temos depois de o derrotar: a história pode ser bem má no início do jogo, sendo até irónica da pobreza da animação, mas o final é realmente digno de ver!
Vão jogar, seja qual for a versão, não se arrependerão!
7/10
Double Take:
A versão de Mega Drive do jogo é, curiosamente, extremamente melhor em termos gráficos e de detalhe. A sequência inicial da história é muito boa, apesar de o fim ser mau, ao contrário da Mega CD! A jogabilidade na Mega Drive é muito mais brusca (rápida) tornando o jogo ainda mais difícil!! Apesar de as lutas serem mais acessíveis na versão de cartucho. Ambas as versões têm os seus pontos positivos e negativos, parecendo-me por isso irrelevante ter as duas versões.
A versão de Mega Drive do jogo é, curiosamente, extremamente melhor em termos gráficos e de detalhe. A sequência inicial da história é muito boa, apesar de o fim ser mau, ao contrário da Mega CD! A jogabilidade na Mega Drive é muito mais brusca (rápida) tornando o jogo ainda mais difícil!! Apesar de as lutas serem mais acessíveis na versão de cartucho. Ambas as versões têm os seus pontos positivos e negativos, parecendo-me por isso irrelevante ter as duas versões.
1/5