quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Legend of Wukong - Overview

Legend of Wukong é o segundo remake da Super Fighter Team. Saiu em 2008, 3 anos depois do Beggar Prince. O jogo tinha saído originalmente apenas no mercado de Taiwan. Tal como com o Beggar Prince a Super Fighter Team adquiriu os direitos e reconstituiu todo o código e reinventou todos os diálogos do jogo, fazendo neste particular um trabalho mais aprimorado do que no jogo anterior. Quase livre de bugs, e os que ficaram são mínimos.
Demorei novamente 15 dias a terminar o jogo, mas desta vez como uma média de jogo de 2 horas por dia. Apesar do jogo ser mais curto que o Beggar Prince, exige muito mais level up!

História: Wukong é um jovem que vive no século XX e tem como seu vizinho um cientista que acaba de inventar uma máquina no tempo. Com a curiosidade inerente a uma criança, Wukong coloca-a a trabalhar e é transportado para a época feudal chinesa. Ao chegar a máquina do tempo é levada por um mostro e é nosso trabalho ter de a recuperar para podermos voltar a "casa". Para isso vamos contar com a ajuda do Piggsy, um humano com corpo de porco e com a Wujing uma jovem órfão revoltada contra os monstros que lhe assassinaram a mãe. A história apesar de simples, é muito bem explorada ao longo de tudo jogo, de parabéns a Super Fighter Team desta vez, conseguindo torna-la deveras cativante. O jogo está dividido em 6 capítulos, o que ajuda ao ênfase e importância da história. Apesar de alguns personagens terem um discurso demasiado sexual não muito comum nestes jogos, o jogo nunca perde o seu fio, tornando-se numa experiência muito agradável e com bastante humor à mistura.

Gráficos: Sem dúvida o pior deste jogo. Os gráficos são muito pobres e muito pouco detalhados. Apesar de uma animação ou outra, parece que estamos a jogar um jogo de master system. Uma pena.

Som: Muito bom, com músicas de ficar no ouvido e sem serem demasiado repetitivas, e os efeitos sonoros são também bastante lúcidos e distintos. Apesar de as músicas não serem tão "puras" como as do Beggar Prince. Pena que um dos enigmas do jogo seja uma escala musical e não sair som nenhum quando a digitamos!!

Jogabilidade: Quase perfeita, usando o clássico método da MD (A chamar menu, B cancelar, C escolher). Interacção com NPC's é muito fluída, sem falhas de tempo ou virar de costas. Ao contrário do seu antecessor, este jogo é muito difícil. Especialmente na fase inicial, onde derrotar os boss se revela uma tarefa hercúlea! Quando finalmente controlamos sempre os 3 personagens (meio do 3º capítulo) o jogo torna-se consideravelmente mais fácil, mas mesmo assim ainda com um padrão complicado. O jogo só permite gravar nas cidades, o que torna as dungeons um suplicio. Cada personagem é especializado numa arma (bastão, ancinho, espada), mas as armaduras são iguais para todos. Uma adição curiosa no jogo é a velocidade, que pode ser aumentado com vários tipos de calçado e que determina a ordem de combate na batalha. Cada capítulo é composto por um pequeno mundo com 2/3 dungeons e 4/5 cidades. Nenhuma delas vende a mesma coisa, mas dois dos personagens têm magia de travel. Apesar de ser mais forte em alguns, todos eles possuem magia e os mesmos tipos de magia. O jogo não tem muitos miss, mas o comando Run é basicamente impossível de utilizar. Sendo as fugas muito difíceis mesmo. Tal como o Beggar Prince o jogo abusa dos random fights, mas mais uma vez, isso é crucial para um rápido level up. Todos os personagens atingem o nível 50 e daí não passam mais. Tirando o Run, tudo o resto no jogo está bem programado.

Batalhas: Turn based, sendo a ordem definida pelo speed de cada personagem. Os inimigos fazem ataques normais e todos parecem possuir 2 spells apenas: mega heal (cura todo o hp) e poison (que é uma das razões do jogo ser tão difícil). O facto de conhecermos o speed de todos os chars no ecrã é crucial para um ataque bem planeado. As batalhas são de média duração e nunca temos mais do que 3 adversários no ecrã. Se a AI fosse mais esperta, arrisco a dizer que o jogo seria quase impossível.

Final: Tal como o anterior título da Super Fighter Team, a caixa e o manual são 5 estrelas, com muito bom acabamento. Como experiência gostei mais deste do que o Beggar Prince, apesar de reconhecer que o Beggar Prince no seu todo é um jogo superior.

Devido a um imprevisto Star Odyssey sofreu um ligeiro atraso, por isso vou esperar até o jogo sair para continuar a saga dos RPG's.

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