1993
Shooter
1 Player
Texto: Alberto
Revisão: Lena
Se a introdução e a apresentação do Blackhole Assault tudo tinham de shooter, Robo Aleste tem todo o ar de RPG: desde a capa da caixa (arte fantástica) à introdução do jogo, tudo nos leva a crer que estamos perante um RPG. Mas Robo Aleste é um shooter.
A história passa-se no conflituoso Japão do século XV, altura em que os vários senhores da guerra lutavam pelo domínio do país. Depois de uma reunião de guerra chegaram a um consenso: oito senhores da guerra ficaram com o domínio territorial. Mas a paz durou pouco, e com o assassinato de um deles (Dosan Saito), os seis assassinos fizeram uma estranha aliança contra o oitavo: Oda Nobunaga.
Armados num Aleste (um mechwarrior que é uma arma assassina de guerra), vamos lutar contra tudo e contra todos ao longo de 13 intermináveis níveis, para fazer prevalecer o bom senso do nosso chefe Oda Nobunaga.
Depois da intro podemos aceder ao menu de opções onde ouvimos a música do jogo e podemos ajustar a dificuldade do jogo. Robo Aleste é um shooter vertical em que controlamos Kage no corpo do Mech Aleste. A velocidade do jogo é ajustável durante o próprio jogo, podendo utilizar a nosso favor o slowdown ou fast speed, mas o ecrã vai sempre estar cheio de tantas balas que não temos tempo sequer para pensar nisso.
Aleste possui 4 tipos de arma que por sua vez crescem até 4 níveis de poder.
Até aqui tudo bem e tradicional, o problema é ao começar o jogo! Mesmo jogando em easy, o jogo é de uma dificuldade injogável!! Os adversários são inúmeros, vindo de todo o lado, e mesmo quando morrem, disparam n balas pelo ecrã. é preciso jogar centenas de vezes para decorar todo o padrão. E mesmo assim, um hit é igual à morte; perder uma vida é igual a perder todos os upgrades na arma, tornando impossível passar para além do quarto nível se morrermos uma única vida vez que seja! Ou seja, para terminar o jogo, é preciso fazê-lo sem morrer uma única vez, porque se isso acontecer bem que podemos fazer reset ao jogo e recomeçar de novo.
No departamento gráfico o jogo está muito bem conseguido, apesar de não ser nada de extraordinário. Os inimigos são variados, mas não os seus padrões. Praticamente todos os níveis têm um boss, mas estes são fáceis a comparar com o restante jogo.
A música do jogo é fenomenal e é, a meu ver, o que de melhor retiro do jogo. A história é muito linear e simples.
Robo Aleste deve ser o jogo do qual retirei menos prazer em jogar até agora na Mega CD e apenas o terminei recorrendo a "batotas".
É a minha primeira review que vai completamente contra a "corrente", visto Robo Aleste ser reconhecido unanimemente como um dos melhores jogos da consola entre a comunidade, recebendo até nota 10 em algumas reviews.
Mas honestamente acho-o um jogo apenas razoável a nível gráfico, jogabilidade e história. O que não chega para balamçar a dificuldade abusiva.
Eu gosto de jogos difíceis, mas não de jogos impossíveis!!!!
4/10
O Musha Aleste da Megadrive é um dos meus shoot'em ups preferidos da consola :). Parecem ser bastante parecidos... também tem uma grande banda sonora e um boss final praticamente impossível lol. Tenho de ver se "compro" este para experimentar :p.
ResponderEliminarPois, eu o MUSHA nunca joguei, e sim estão relacionados de alguma forma. Mas este Robo Aleste achei mesmo muito fraquinho sinceramente.
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