terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Review: Sol-Feace

Sol-Feace
1992
Shooter
1 player
Texto: Alberto
Revisão: Lena

Sol-Feace era um dos jogos que vinha originalmente com o primeiro modelo da Mega CD e, como tal, era elevada a expectativa para "observar" as diferenças!
O jogo coloca-nos num futuro longínquo (séc. XXXI) onde as máquinas, lideradas pela "mãe" GCS-WT submeteram os Humanos a uma vida de opressão. Uma facção rebelde conseguiu danificar a data da GCS-WT e os nossos heróicos Humanos dispõem então de 300 horas para a eliminar, antes que ela se auto-regenere.
Bem se pode dizer que necessitamos realmente dessas 300 horas, pois o jogo, como bom shooter horizontal que se preze é extremamente difícil.
Mas regressando ao início, ao colocarmos o CD na drive, somos logo presenteados com a qualidade sonora que o formato de CD oferece: toda a intro do jogo é narrada por vozes reais perceptíveis, notando logo uma grande diferença para os jogos da Mega Drive. Juntando isso a toda a introdução animada, ao bom estilo japonês, tudo nos faz prever um fantástico jogo.
Nas opções, para além de podermos ouvir a música e os efeitos sonoros, podemos também alterar a dificuldade e a velocidade do jogo. Esta última opção é bastante interessante e permite uma adaptação mais fácil a cada jogador.
Vamos então iniciar o nosso jogo...
Sol-Feace é um shooter horizontal "old-school" onde esperamos encontrar todos os elementos inerentes a este género: muitas balas por segundo no ecrã aliadas a boss enormes e difíceis. Em Sol-Feace dispomos de 5 vidas por jogo, no clássico "1 hit, 1 kill". Como atenuante, dispomos de continuações infinitas.
A primeira falha do jogo encontra-se a nível da jogabilidade, podemos mudar o padrão dos disparos, mas estes são activados não pelo premir de um butão, como seria normal, mas sim escolhendo uma direcção no D-Pad sem premir mais nenhum botão, direcção esta que obviamente desloca a nossa nave no jogo, aliando isto a "n" inimigos no ecrã, pode resultar em mais uma vida perdida.
O design dos níveis é extremamente pobre e despido, com vários tipos de inimigos, mas muitos dos quais, principalmente os boss de fim de nível, não se percebe o que são, tal a falta de detalhe que os mesmos denotam.
Os níveis têm um nível de progressão e dificuldade bem construída, excluindo o terceiro, que devido ao mau detalhe e o mesmo ser de fundo todo vermelho, metade do que aparece no ecrã é muitas vezes imperceptível, tornando a jogabilidade aleatória por vezes!
A música que acompanha o jogo é de uma qualidade acentuada, mas os efeitos sonoros são bastante maus por vezes parecendo até desligados do próprio jogo. Quando estão muitos inimigos no ecrã, o jogo sofre de pequenos slowdowns que não afectam o decorrer do jogo, piores são as falhas gráficas que fazem os sprites desaparecerem aquando de muitas explosões.
A partir do 5º nível, as continuações recomeçam sempre desde o início deste, aumentando o desafio. Apesar de algo difícil, no 5º nível é possível memorizar-se o padrão e ultrapassá-lo. Mas o 6º nível, além de ser o maior do jogo, é também de uma dificuldade extrema, e possui um boss "quase impossível" com diversos padrões de ataque. É apoteótico derrotá-lo, principalmente quando pensamos que estamos mesmo no final do jogo, mas... Eis que um novo nível surge! Pela segunda vez, reclamando ser "the last": o caricato acontece! Algo completamente anti-clímax ocorre! Neste último nível enfrentamos vários boss, de uma facilidade estúpida, sem ser sequer necessário mexer a nave, sendo apenas preciso premir o botão de disparo e aguardar que os inimigos sejam destruídos e salvemos o dia!
Sol-Feace é assim um shooter extremamente fraco, de uma construção medíocre e desinspirada, apenas salvo pela fantástica intro e a música de boa qualidade.


3/10

1 comentário:

  1. Bom com a tua review duvido que vá jogar algum dia este jogo :P mas pelo menos a intro quero ver :) Exelente ideia continua com este projecto qualquer coisa que precisares apita :)

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